O mercado brasileiro de veículos seminovos e usados segue em alta em 2026. Em junho, foram comercializadas 1.585.208 unidades em todo o país, volume praticamente estável em relação a maio, mas 10,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o setor já soma 9.078.184 veículos negociados, crescimento de 8,7% em comparação com o primeiro semestre do ano passado.
Os automóveis continuam liderando as vendas, com 979.909 unidades comercializadas em junho, alta de 10,3% na comparação anual. O segmento de comerciais leves também apresentou desempenho positivo, com crescimento de 9,5%, enquanto as motocicletas registraram avanço de 11,6% em relação a junho de 2025.
Outro destaque é o desempenho dos veículos com até três anos de uso. Os chamados seminovos registraram 367.216 transferências, aumento de 15,9% sobre o mesmo período do ano anterior. Já os veículos com 13 anos ou mais também seguem aquecidos, com crescimento de 16,3%, demonstrando que a procura permanece forte em diferentes faixas de preço.
Sudeste lidera o mercado
A Região Sudeste concentrou o maior volume de negociações do país, com 769.088 veículos vendidos em junho. Em seguida aparecem a Região Sul, com 346.913 unidades, e o Nordeste, com 235.130. No acumulado de 2026, o Sudeste já ultrapassa 4,4 milhões de veículos comercializados.
Gol segue na liderança
Entre os automóveis mais vendidos no mercado de usados, o Volkswagen Gol manteve a liderança, com 64.289 unidades negociadas em junho. O ranking é seguido por Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Fiat Uno e Fiat Palio.
Nos comerciais leves, a Fiat Strada continua na primeira posição, seguida por Volkswagen Saveiro e Toyota Hilux. Entre as motocicletas, a Honda CG 150 permanece como o modelo mais negociado do país.
Setor mantém perspectiva positiva
Os números reforçam a força do mercado de veículos seminovos e usados em 2026. Mesmo com estabilidade em relação ao mês anterior, o crescimento acima de dois dígitos na comparação anual demonstra a confiança do consumidor e a importância do segmento para a renovação da frota nacional. O desempenho do primeiro semestre também indica que o setor segue em trajetória de expansão, impulsionado pela ampla oferta de veículos e pela busca por opções com melhor custo-benefício.